Querido Pai Natal...
Nestes dias, iguais a tantos outros...em que o mundo, dizem girar em torno do Sol, e em que as flores, não mais fazem do que encantar a paisagem e encher todo o nosso mundo de doces e confusos aromas...fui uma boa menina...agridoce quanto basta, porque nem só de mel vive o Homem...
Vivi tudo o que consegui, muito mais terá havido para viver...virei costas, porque sim!
Não deixei que o meu pensamento me atrapalhasse as palavras...fui assertiva...sei que sim!
Ajudei, até talvez quem não precisasse de mim...às vezes até os pés pelas mãos meti...
Ri...Chorei...bem sei que magoei, mas só porque quis!
Não sou dada a falsas ideias, nem tão pouco a fazer de conta que tudo esteve sempre bem!
O melhor de um ano...as mãos e os abraços...o beijo e o amor...o carinho e o perfume...de alguém que um dia...esteve guardadinha dentro de mim...hoje cresce...aprende...vive como ninguém...descobre...cai...levanta-se e com um brilho nos olhos...sempre com mais sede de vida...simplesmente diz que me adora e sorri!
Pois é Pai Natal, esta carta não é para ti...é para todos os que da minha vida fazem parte, é para os que fazem arte pela sua imaginação...para os que dizem que não e que sim...para os que querem e não querem...para os que riem e choram...para todos aquelas pessoas, que mais não são do que isso mesmo...pessoas...às vezes más e por vezes boas...
Não quero uma prenda...quero vida...




