05 janeiro 2010

Sem Medo!


Respeita para seres Respeitada!
(...pensa...)


...para os que me seguem com o mesmo carinho de sempre aquele beijinho!

...para os que me seguem sem nada: não tenho medo do escuro!

02 janeiro 2010

Ano Novo, e Um Ano Mais Velha...



...mas o tempo que passa por mim, passa ora apressado ora devagar...dá-me a mão e leva-me degrau a degrau nesta escada velha da vida que nos une e separa ao som destemido do vento...
...brinca e sorri encantado mergulhado entre as minhas gargalhadas, lava-se nas lágrimas que em silêncio deixo perdidas no meu rosto...oiço ao longe o barulho torto das velas...as palmas que no final hão-de chegar como que graças enfeitadas em berloques de cristal...no decote o perfume de hoje e não o de outrora...
...nos lábios o brilho da Lua...no corpo...cetim...e brinco assim afastada de mim mesma com o tempo que não volta...faço anos...e a primeira fatia do bolo é para o mundo que me mantém aqui...

25 dezembro 2009

Leilão De Memórias


...quantas foram as vezes que tentei esquecer, outras lembrar, outras talvez até nem pensar...entrar num mundo vazio onde pudesse saltitar entre uma e outra palavra que não me trouxessem uma ou outra memória que, a sete chaves guardei com sinos na sua janela, para que num movimento surdo eu as pudesse calar...mas...a vida não me deixa calar a certeza do que vivi...os presentes passados de tristes almas vadias que se esqueciam de que era menina...e chorava encantada pela mentira do falso sorriso...o bolo de chocolate escondido...o frio escondido pelas brasas e o silêncio interrompido pelo estalar divertido da lenha à lareira...o teu colo minha mãe...sempre comigo...o meu colo minha filha... sempre contigo...é Natal...é tempo de recordar...ou não...

13 dezembro 2009

O Natal Faz-se Vermelho...


...e a sedução tem tantas cores...que o vermelho faz parte dela também...

09 dezembro 2009

Vamos Repetir?!


...Quando te percebo perto de mim, o caudal dos teus olhos parece desaguar no meu peito...como qualquer raíz à espera do cheiro molhado da terra...quando em silêncio escuto o doce dos desenhos dos teus lábios no ar...perco-me em ti e não sei de mim tanto como pensei...as ruas ficam despidas e em alvoroço de solidão escondem-se por dentro, e de cá de fora...consigo escutar o apelo do tempo para que estes segundos não tenham fim...teatro encenado com erro...e é com prazer que ao fundo não vejo pano, mas uma voz que ecoa baixinho...dizendo...vamos repetir?!