O tempo que passa por nós...ou somos nós que nos encostamos a ele, esperando que ele pare, que ele corra, que ele não volte mais, ou que volte tão depressa como o suspiro do vento...crescemos...cresci...aprendi a viver com o que tenho...com as minhas atitudes, sabendo desde o principio que estas teriam consequências para mim e para os que me rodeiam, sabendo que as palavras, muitas vezes, nos colocam em situações de graça e desgraça, como escadaria velha e gasta pela chuva, onde um passo em falso é o caminho directo para um poço sem fundo...onde o estado de perder os valores nos levam a uma alma sem corpo, ou um corpo sem guia, ou unicamente uma mão estendida...sem que nada vivo nos ajude a alcançar o primeiro patamar da redenção...sei que não conheço esse poço...sei que vivo tentando não magoar...sei que tento ser justa...compreender o que se espalha no cortex cerebral espalhado por aqui e por aí nem sempre é tarefa fácil...pensar antes de falar será assim tão dificil?...Penso que não...é preciso aprender a ouvir, para saber falar...para saber aprender...é preciso pensar...para pensar é preciso existir por alguma razão...e...eu tenho tantas razões que me fazem existir...ser e fazer feliz o meio que me envolve é só uma delas...e apesar dos empurrões...o poço parece desviar-se de mim...o caminho sem saída não é o meu...eu uso a verdade...ainda que isso me possa magoar...e esperar dos outros a mesma atitude...observando com clareza que isso não é respeitado...tanto faz...eu durmo!
