
...E nos teus cabelos brancos, encontro tantas das palavras douradas e esquecidas...perdidas algures no meu pensamento...na água que te percorre com calor o rosto...tento não tocar aqui ou ali...com medo de perder o que não tenho...no vidro que se entranha e me rasga por dentro...sentido-se de fora o espinho da calma e da razão...tento por todos os meios passar ao lado do sentimento...de mão dada com a vida e a incerteza...quando a única palavra que se me grita, uma e tantas vezes...entre o minuto e a hora seguinte...é saudade...saudade da saia rodada de bolsinho cozido a fio de navalha...onde o Sol e a Chuva me embalavam...na esperança de te ter de novo aqui...saudades das palavras de outrora...guardadas...não esquecidas ou fingidas pelo sorriso ou lágrima de agora...perpétuando cristalinas formas de estar por aqui...por ali...por aí...no teu colo...no teu peito, segura pelo teu abraço...suspensa no teu beijo...como serpente que te acalma...no meu corpo de mulher...








