Nos segundos em que te vejo do lado de lá do velho portão que nos une e nos separa...sinto-me acompanhada...deixo-me sentada nos degraus...quieta...quase parada...envolvo-me de vento e dele me aproveito para te poder acompanhar...sou cada passo teu...sou estrela escondida por cipreste...máscara de bandido...sou cheiro perdido, misturado com o teu...acalmada pela força da terra...que me coloca nas suas entranhas e grita como que por socorro em forma de absoluto sussurro...és minha...quando o vento sopra...não sopra mais nada...não serei eu...nem tu...não será ninguém... será dança apenas..embalados por sentidos virados...o estar e o não estar...o chegar e o partir...será apenas vento...e o vento como senhor...




