Estavas aí...não te reconheci no meio de tamanha escuridão...despiste-te de sentimentos e vens de chapéu na mão...tentar entender se continua tudo igual...nada é nunca mais igual...somente a alma consegue tal bela proeza...mas...quantas almas temos?
Tantas quantas queremos...tantas quantas as vozes loucas, sedentas...que nos gritam baixinho ao ouvido...confundindo-nos a nós próprios...estavas aí...nua...magra...calada e escondida de mim mesma...senti o teu cheiro ao longe...não te rias de mim...sei que não estou a escrever coisa com coisa...mas e então? Quem se importa? Tu??!! AhAh, não me faças rir...que já perdi bastante tempo a chorar por ti...a tentar perceber onde e porquê me perdi eu de ti??!! Quero-te de volta...assim fria...de coração de algodão, alma de pássaro ferido...cinza de chama da vida...quero-te a ti de novo dentro de mim...sim...também sei disso...jamais deveria ter permitido que a vontade dos outros falasse mais alto do que a nossa...mas não consegui...sou eu assim lágrima...sorriso...sentimento como toda a gente...dá-me a mão...volta...fazes parte de mim...estás aí desse lado do espelho...igualzinha a mim...afinal...tu és uma parte do meu eu...és uma das minhas tantas almas de que eu um dia me esqueci...Estavas sempre aí...e eu não te reconheci...




