19 maio 2009

Sem Saber

Sem saber, sem que me tivesses avisado, dei por mim...quase sem querer a pensar em Ti...invadiste de modo audaz o meu mundo...descobriste em mim outro eu, um de tantos...não dos que se escondem...com medo das vozes que mais ninguém ouve...nem um eu dos que grita apelando à morte um lugar perto de si...descobriste um eu simples...vazio de vaidade...que encontra o melhor de Ti numa simples troca de olhares...num ficar sem jeito à Tua voz...ao Teu toque no meu...um eu que se dá a tomar...simplesmente porque sim...

18 maio 2009

Hoje Acordei


Sem vontade de escrever...talvez mais tarde...desculpem...

Beijos

17 maio 2009

Sei Que Não Sei...


Tudo o que sei é que não sei quantos serão os caracois do vento...dourados pelo sol...perdidos nas reticências das histórias de cobras de muitas cabeças...remexidos em caldeirões de bruxa com pontos de interrogação...remos de pau velho que quebram ao som do beijo da chuva...do olhar frio e distante dos outros....tudo o que sei é que não sei, quantas virgulas faltam para o ponto final...quantas pedras se atravessam nas margens do meu corpo impedindo-me de fazer do meu eu balão de ar quente...capaz de me elevar aos céus...e viajar sem destino e regresso imprevisto...tudo o que sei é que sei que não sei nada além do que sinto...e tudo o que sinto faz de mim o que sou...e não sei sequer o que sou, ou o que quero de mim mesma...sei que vivo...que caminho...por aqui...por ali...por aí...

16 maio 2009

Quem Sabe...


Quem sabe o que nos guarda o daqui a pouco...quem sabe o que somos e o que fomos, nas nossas vidas paralelas...que forma têm os sonhos...de que cor era o pirilampo que podia ser eu...que nome lhe deste...em que mar o guardaste...junto do teu peito, senti calor...senti que me acarinhaste bem na palma da tua mão...onde estou eu agora?

A que sabem as lágrimas que me limpas, uma a uma com o doce do teu beijo... peço-te para numa palavra, numa simples roda de letras, me descreveres baixinho, perto do meu ouvido, com as tuas mãos no meu ventre, todo o sabor do meu corpo, da cor do meu cabelo...do saber e do sentir, do querer e do guardar, do viver o hoje e o agora, como se não mais houvesse amanhã...

Peço por ti ao mundo...

14 maio 2009

Sentada...De Saia Rasgada...

Sentada, de saia às riscas brancas e douradas,de saia rasgada...Aqueço o Sol no meu colo, enquanto quieto reparas em mim...sabes que no espelho da minha alma hás-de encontrar sempre a mulher e a menina, que se delicia ao sabor do tempo, mergulha bem fundo nos sonhos, percorre acordada cada traço seu...a mulher que um dia te perguntará que nome deste à Chuva...e que cor tem o sabor do meu corpo...a mulher que te pede calor...que te pede mais e tanto de mais de tudo o que quiseres, e tiveres por bem em me entregar...ao lado a menina...que salta poças de água dessa chuva que me aconchega ao teu nome...que faz papagaios de papel com restos de cartolinas coloridas, onde feliz escreve o teu nome pedindo paz e amor...a menina que ao sabor do grito das ondas, onde me envolves, te pede lambusada de doce de aqui e ali, além e de tudo e de ninguém... que fica sentada de saia às riscas brancas e douradas, de saia rasgada...sentada...à espera de que comigo, sorrias ao ouvir mais uma história do vento...dessas que ele ouve enquanto vai e vém...e nos sussurra em gemido descarado, destemido...tal como eu...