...porque pensar é um presente da vida...pensamos o que desejamos...o que temos...
05 abril 2009
Noites Brancas
Como em qualquer noite mais escura, a sua brancura chega levemente, e de forma adorada estende-se sobre mim...deixando-me nua à sua mercê...entregue aos espelhos crus de minha alma, fazendo caricias sobre meus cabelos, e colocando na minha mente, sabores que nunca ninguém viu...perfumes de raras essências, perdidas algures entre pedras e flores do meu jardim...e sou eu assim ,menina-mulher...adormecida...
04 abril 2009
Acorda Menina
Acorda menina, que a noite já foi à tanto tempo...vem banhar-te no caudal da tua boca, e eleva os teus cabelos ao Sol, o Tejo chama por ti...que histórias escondem os saltos de sapatos perdidos por entre as pedras das tuas ruas...que melodias cantam os becos sem saída...entoam-se cânticos de aroma perdidos e achados por entre colchas e lençois estendidos à janela, e cheiras a mar...
Nos degráus do vento contam-se passos mortos e vivos, de contadores de mentiras e verdades de outrora, nos bancos de jardim cheira a rico e a pobre...nas tuas asas sente-se o encanto dos assobios ensurdecedores de quem de ti não se despede...nas migalhas que se estendem em tapetes desfeitos serves-lhes de alimento...e do alto das tuas sete colinas, estende-se o rio, que te abraça, te abençoa, te levou de menina a mulher...Acorda menina, acorda Lisboa...acorda e senta-te bem perto de mim, e conta-me segredos
audazes de quantos amantes, em ti se escondem...conta-me quantas coroas de rosa se espalham no teu ventre...conta-me histórias de reis e rainhas, pecado e pecadores...conta-me quantas vezes deste lugar ao luxo de homens e mulheres...diz-me em tom tão baixinho, diz-me ao ouvido, quantos baloiços se espalham nos teus braços, e embalas em tom tão só teu meninos e meninas, pescadores,ardinas, e
ngraixadores de sapatos...conta-me quanto sangue se espalha por aí, entre ruas e ruelas...conta-me em forma de prosa, quantas vezes mudaste gentes e sentidos...canta-me bem alto quantas vezes me viste passar...acorda senhora das águas, acorda menina e moça, acorda Lisboa...e deixa-te ficar, assim viva, linda, bem perto de mim...
audazes de quantos amantes, em ti se escondem...conta-me quantas coroas de rosa se espalham no teu ventre...conta-me histórias de reis e rainhas, pecado e pecadores...conta-me quantas vezes deste lugar ao luxo de homens e mulheres...diz-me em tom tão baixinho, diz-me ao ouvido, quantos baloiços se espalham nos teus braços, e embalas em tom tão só teu meninos e meninas, pescadores,ardinas, e
ngraixadores de sapatos...conta-me quanto sangue se espalha por aí, entre ruas e ruelas...conta-me em forma de prosa, quantas vezes mudaste gentes e sentidos...canta-me bem alto quantas vezes me viste passar...acorda senhora das águas, acorda menina e moça, acorda Lisboa...e deixa-te ficar, assim viva, linda, bem perto de mim...03 abril 2009
Laço De Cetim
Serei algo mais que laço de cetim, que me prende à vida, serei algo mais que a sombra do meu ser, mais que a lágrima e o sorriso que entrego a mim mesma ao despertar pela manhã...serei mais que cabelo solto, e mais que a velocidade do vento...serei eu mais do que eu mesma, e não me encontro quando procuro por mim aos sete sois ao anoitecer?
Sou sim, sou mais que tudo o que quero, mais que tudo o que consigo...sou água, ar, fogo,terra, sou semente de fruto, sou alma preenchida, sou raiz , sou sol e sou lua, sou uva e sou raposa...sou lebre e tartaruga, sou tudo o que fores para mim...
Sou melhor e pior que isso, sou o que sou...sou página, livro, sou estante de cartão, sou bicho da seda, ao teu encanto, flor de amoreira que lhe dá alimento, sou borboleta colorida, sou cura e sou veneno, sou beijo molhado, espalhado por aí...
Sou laço de cetim...será que sim?
Sou sim, sou mais que tudo o que quero, mais que tudo o que consigo...sou água, ar, fogo,terra, sou semente de fruto, sou alma preenchida, sou raiz , sou sol e sou lua, sou uva e sou raposa...sou lebre e tartaruga, sou tudo o que fores para mim...
Sou melhor e pior que isso, sou o que sou...sou página, livro, sou estante de cartão, sou bicho da seda, ao teu encanto, flor de amoreira que lhe dá alimento, sou borboleta colorida, sou cura e sou veneno, sou beijo molhado, espalhado por aí...
Sou laço de cetim...será que sim?

02 abril 2009
Seduz-me...

Vem seduz-me aqui e agora, assim de tão longe que se faça perto, e eu consiga fazer-te sentir aquele arrepio, aquele gostinho de doce no canto da boca, tão perto que os nossos corpos se unam e se transformem em puro e louco gemido...tão perto que sinta escorrer no meu peito o quente do soro da vida que me entregas em pensamento e dizes calado é teu...vem seduz-me...eu sei que sou má...tão perto, ou ainda mais perto que isso
, e que o que nos separa nos una, que o perfume da tua voz se espalhe no meu corpo, e eu sinta cada toque, cada beijo, cada respirar ofegante...cada sorriso teu...vem seduz-me de tão longe que sinta afastares-me as pernas, e seja capaz de sentir penetrares-me uma e outra vez, vem seduz-me...
, e que o que nos separa nos una, que o perfume da tua voz se espalhe no meu corpo, e eu sinta cada toque, cada beijo, cada respirar ofegante...cada sorriso teu...vem seduz-me de tão longe que sinta afastares-me as pernas, e seja capaz de sentir penetrares-me uma e outra vez, vem seduz-me...Seduz-me e nada mais...de perto ou de longe tanto faz...
sente o beijo molhado que te dou...


São rios de palavras...rosas com cheiro a jasmim, selos de cartas rasgadas...sorrisos como sorrisos, corpos nus, são pingas de orvalho que se transformam em fadas..são musas do Tejo, que cantam e embalam o vento no seu seio...cabelos na boca...saliva espalhada aqui e ali...mordidelas , dentadas...são liquidas as palavras que me levam para junto e para longe da razão...são momentos únicos, são simples palavras trocadas...são letras entrelaçadas que me fazem perguntar se de facto cada momento é único, ou se cada momento novo completa o vivido, no calor do desejo de um segundo exaustivo,
vivido como se fosse o ultimo, vivido como se tudo terminasse ali, são momentos em que o mundo fica corado, e se esconde de mim, por aí, num beco qualquer...são cheiros...são palavras curtas e geladas...são sorrisos fechados...cartas coladas, entregues ao raio de Sol, que me toca na alma...dizendo baixinho, não te esqueças de mim, eu estou aqui...
vivido como se fosse o ultimo, vivido como se tudo terminasse ali, são momentos em que o mundo fica corado, e se esconde de mim, por aí, num beco qualquer...são cheiros...são palavras curtas e geladas...são sorrisos fechados...cartas coladas, entregues ao raio de Sol, que me toca na alma...dizendo baixinho, não te esqueças de mim, eu estou aqui...
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