...No cinzeiro de prata deixei o cigarro aceso, e gosto de permanecer em silêncio, sossegada, a ver-te fumar...Menino traquina, homem herói...corres no tempo, desafias monstros de cabeças viradas, escondes-te por aqui, e por ali...
Ouve comigo esse tango argentino, que nos solta perante olhares envergonhados, façamos das nuvens notas musicais, façamos da noite dia, e que o mundo se transforme em encanto, e pare para nos ver dançar...dentro de mim continuas vivo, amo-te bandido...amo-te tanto meu pai...e no momento em que a dança nos transforma em homem e mulher, a vida trás-te de volta até mim, e a morte cora só de nos ver passar...obrigada por teres existido, e por permaneceres muito vivo em mim...



